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setembro

29 de janeiro de 2009 às 08:55:00h | Por Equipe_Nublog

Quinta-feira é dia de cultura

 

naReformaOrtográfica

 

 

 

nuLivro

 

Olhar sobre o lodo

Uma lâmina cortante sangra as páginas de Cafeína, o novo livro de Victor Mascarenhas. Melhor ainda, é que ele não se distanciou do seu habitat, Salvador, Bahia. E com a verve de quem tem ironia afiada, discorre as baixarias de subumanos, retratando estórias radicais, mas verossímeis e possíveis, onde a vida e um copo de cerveja podem ter o mesmo valor.

A decadência veste-se de uma resistência oca e incorpora-se a personagens grotescos, loucos, armados, bêbados e até aqueles de vida mediana e aparentemente adaptados ao velho e cruel sistema não escapam do desolamento e da neurose. E tudo isso em Salvador, em lugares que não frequentamos habitualmente e em outros aonde vamos ou passamos todos os dias. Alguns dos cenários são churrascarias, igrejas de crentes, escritórios e a desolação de praças insalubres que não mais são utilizadas como lazer.

Com entusiasmo, o prefácio de Fausto Fawcett contempla a “blitz rasante em Salvador”, onde Victor Mascarenhas rasga os cartões-postais e mostra as vísceras e o sangue de nossas almas perdidas. A ilustração da capa é de Cau Gomez, e a leitura é ligante, do primeiro ao décimo segundo conto, como uma boa dose extra de cafeína.

Título:
Cafeína

Autor: Victor Mascarenhas.

Formado em comunicação, especialista em roteiros para TV e cinema. Publicitário, professor, atua em várias áreas ligadas a comunicação. Foi um dos roteiristas do longa-metragem esses moços (2004) e foi assistente de direção em 3 Histórias da Bahia (2001). Recebeu também diversos prêmios como redator publicitário.
Editora: Casa de Jorge Amado

Mais detalhes no blog do livro: http://www.livrocafeina.blogspot.com/  

 

nuCinema1

 

O Homem Que Não Dormia, de Edgard Navarro, inicia preparação para filmagens

Sob a tutela da TRUQUE IMAGEM, capitaneada pela experiente Sílvia Abreu, o mais novo longa-metragem de Edgar Navarro começa sua jornada de filmagens, previstas para março e abril de 2009, nas cidades de Andaraí, Lençóis e Igatu, região da Chapada Diamantina na Bahia

O Homem Que Não Dormia é, segundo Edgard Navarro, um filme com tintas carmáticas. Será para este inquieto autor e diretor “o filme de minha vida” pela carga de significados e simbologias incrustados nas reflexões de uma estória, que sobrevoa a espiritualidade e o místico, para mostrar o destino, o ocaso e a redenção de personagens de uma pequena e perdida cidade do interior.

O redator que vos escreve é um dos personagens centrais do elenco, bem acompanhado por Fernando Neves, Jorge Washington, Mariana Freire, Evelin Buchegger, Fábio Vidal, Luiz Paulino, Ádria Sandrade entre outros que farão parte do novo sonho navarriano. No momento, Berto Filho, produtor de elenco, organiza as sessões de laboratórios e ensaios comandadas pelo próprio Edgar Navarro e Marcondes Dourado.

 

nuCinema2

 

Páreo duro na disputa pelo Oscar de melhor ator 2009

 

Sean Penn não vacila. É sempre impecável. Em Milk, A Voz da Igualdade interpretando o ativista gay Harvey Milk pelos direitos dos homossexuais em San Francisco dos anos 70, pode levar sua segunda estatueta depois de ganhar com Sobre Meninos e Lobos (2003).

 

Brad Pitt amadurece cada vez mais, procurando distanciar-se dos papéis onde o bonitão fala mais alto, e, desta vez, tem a oportunidade de fazer um filme tipicamente de efeitos especiais sobre o corpo e o rosto do ator, que aliado à sua apurada interpretação, também pode lhe dar o prêmio.

 

O inusitado e irregular Mickey Rourke parece estar com a senha para ganhar este ano o Oscar, pois desbancou Pitt no Globo de Ouro, espécie de prévia do Oscar. Ele faz um pouco ele mesmo em O Lutador que mostra a decadência de um profissional da luta livre após ter sido uma grande estrela e se vê obrigado a lutar para pequenos grupos de fãs para sobreviver. Rourke, em sua conturbada vida, já se arvorou a subir nos ringues de verdade. Resta saber se a Academia vai dar o passe pra Rourke abrilhantar com seu ar decadance a sua cada vez mais enfadonha e cafona festa “bolo-de-noiva”.

 

Ainda tem: Frank Langella concorrendo por Frost/Nixon, um trabalho com sutilezas que esquadrinha a tensa entrevista do jornalista britânico David Frost com o ex-presidente dos Estados Unidos Richard Nixon após o caso Watergate, e Richard Jenkins (Aprendendo a Viver), considerado a surpresa deste ano, que pode se transformar na zebra de 2009.

 

nuFoco

 

A despeito das mortes de crianças e inocentes pelas “maravilhosas” armas de guerra

 

 


Envi@r


 

Comentários:

Chico Vasconcellos, em 29/01/2009 ás 11:01:16

Parabéns, Bertrand. E não é que comeram os dois ovos da linguiça?! Realmente esta reforma ortográfica é conversa de gente que não tem o que conversar, como diz o filósofo camamuense, Zé Lodo.





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