13
março
– Kizorraéessa, Chico?
Isso foi o mínimo que ouvi das primeiras pessoas para quem falei sobre a idéia de criar um blog diferente, com a força da Caros Amigos, a irreverência do Pasquim e o jeito da Bahia. Um blog que falasse de tudo, alto-astral, livre, retado, muito mais pra pimenta do que pra molho rosé. E pra quem acha que essa idéia veio por obra e graça do espírito santo ou graças a campanha de Obama, ledo engano.
Lembro que em 1997, no lançamento da Caros Amigos, eu e meus parceiros de empreitada (Serjão, Roberto Freire e Noro), conseguimos reunir em São Paulo mais de mil pessoas, que foram ao Museu da Imagem e do Som movidas pela curiosidade de conhecer uma revista que nascia com a intenção de discutir o Brasil e o mundo de um ponto de vista original. Mas, enquanto comemorávamos a número 1, eu me questionava, porque não criar uma publicação como essa na Bahia? Já tinha até o nome na cabeça: Cartas da Bahia.
Veio o novo milênio, a internet e todos os seus filhotes. Não deu outra, o projeto Cartas da Bahia foi transformado. A história que nasceu jornal e cresceu revista, amadureceu blog – nublog. E quem sai aos seus não degenera. A missão aqui é a de ser um espaço virtual livre, onde se comemore e se chore, onde se critique e se fale bem, onde se ame e se odeie. Ou ainda, em bom baianês: onde, ao mesmo tempo, se “babe ovo” e se “pique a porra”.
E claro, como todo espaço livre, o nosso espaço é, também, para reunir inteligências e talentos que andam espalhados por aí. Escreva, filme, fotografe ou mande um sinal de fumaça. Aqui não tem censura, se for interessante pra você, vai ser interessante pra mais alguém, e se não for, azar. O nublog é bem humorado, sem academicismo, sem partidarismo, sem voluntarismo, na verdade sem nenhum ismo.
E quem disse que raio não cai duas vezes no mesmo lugar? Enquanto em São Paulo éramos um grupo nascido e criado nas Olivettes e fotolitos da vida, aqui na Bahia o novo time tem a cara da comunicação digital, e com gente de todo lugar: agora, o time tem gente de todo canto. Quem são os nossos? Respondo. Olha a salada!
Us não-baianos já abaianados:
Ilse Adisaka, paulista e paulistana, japonesa “sangue-puro”. Mas não se engane. Já fala “oxente” e “rapaz...” à la baiana.
Kelvin Oliveira, de Campo Grande – não a praça no Centro, mas sim a capital do Mato Grosso do Sul!
Natália Ribeiro, goiana e goianiense. Já perdeu parte do “erre” típico, mas voltimeia ainda come uma boa galinhada com pequi.
Usbaianos:
Victor Longo, soteropolitano da gema, mas meio das bandas do Rio Jiquiriçá e meio paulista.
Patrícia Maia, também soteropolitana, mas que adora os interiores dessa Bahiazona.
Joyce Lins, outra soteropolitana, parte camamuense, parte alagoana.
Laila Vasconcelos, uma soteropolitana que não nega as origens, mas é quase paulista: até no sotaque.
E claro, eu, Chico Vasconcellos, do principado de Camamu, mas já filho do mundo.
Uscoligados:
Os colaboradores do faleSério, nosso espaço para colunistas. Hoje, são:
Railda Freitas
Luis E. Portela
Anderson Nunes
Ernesto Carvalho
Salve, salve todos os blogueiros do principado de Camamu, da Bahia e do Brasil.
Ora iê iê ô! O nublog está no ar.
Chico Vasconcellos
Editor
Confira as fotos do lançamento